Como melhorar o OTIF na indústria de alimentos: caso fictício
Estudo de caso demonstrativo · Indústria de alimentos

Como melhorar o OTIF
na indústria de alimentos?

Estudo de caso fictício sobre atrasos de entrega, SLAs internos e externos, planejamento e transporte.

EFICIÊNCIA LOGÍSTICAOTIF E SLAsMAPEAMENTO DO FLUXO DE VALOR
32 milpedidos na base fictícia
de 12 meses
78,0%OTIF fictício: entregues
no prazo e completos
60%dos atrasados no cenário
já saíram fora do prazo

Resposta direta

Para melhorar o OTIF, separe falhas de prazo e quantidade, compare a saída real com o limite de expedição e investigue os desvios em cada ponto de controle. Neste caso fictício, 60% dos pedidos atrasados já saíram fora do prazo; o planejamento com reprogramação liderou a prioridade de melhoria pela gravidade dos desvios.

No cenário fictício, uma indústria de alimentos atendia distribuidores, varejistas e clientes profissionais com cargas completas e fracionadas. Apesar do esforço diário para expedir pedidos, os atrasos persistiam e a equipe trabalhava entre reprogramações, busca de veículos e urgências de produção.

Atualização editorial: . Leitura para gestores de operações, logística e planejamento.

Sobre este material. Narrativa demonstrativa com todos os dados quantitativos fictícios. Identidades, produtos, sistemas, localidades e recortes operacionais foram generalizados. O caso representa um diagnóstico e suas recomendações; não apresenta ganhos de implantação comprovados.

Conceitos · Regras de medição

O que são OTIF, SLA interno
e SLA externo?

OTIF mede o resultado da entrega; os SLAs ajudam a localizar desvios ao longo do fluxo. Cumprir o prazo de transporte não garante a entrega na data prometida se o pedido sair tarde. Quantidade e prazo precisam ser atendidos simultaneamente.

OTIF: On Time In Full
Percentual de pedidos entregues no prazo acordado e com todos os itens e quantidades combinados. A unidade de análise deste caso é o pedido completo. Referência conceitual: APQC: entregas completas e no prazo.
SLA interno: prazo dentro da operação
Neste estudo, são os prazos definidos para aprovação, confirmação de produto, roteirização e saída. Cada ponto de controle tem uma data-limite própria; não se somam os tempos de atividades paralelas.
SLA externo: prazo de transporte
Neste estudo, é o tempo acordado entre a saída e a entrega ao cliente, segmentado por rota e tipo de carga. O cumprimento desse intervalo deve ser analisado junto à data final prometida.

Como calcular o OTIF?

OTIF = pedidos no prazo e completos ÷ pedidos elegíveis × 100.
Exemplo fictício: 24.960 ÷ 32.000 × 100 = 78,0%. Não multiplique automaticamente On Time por In Full: a sobreposição das falhas precisa ser conhecida.

Quais regras tornam a comparação válida?

Neste exercício, a base contém 32.000 pedidos encerrados em 12 meses. Em uma aplicação real, fixe a coorte e o corte de apuração, trate pedidos vencidos ainda abertos, declare tolerâncias de prazo e quantidade e documente exclusões e renegociações. Não exclua silenciosamente atrasos ainda não entregues.

Como medir cada ponto de controle?

Ruptura: pedidos fora do SLA ÷ pedidos elegíveis naquele ponto. Gravidade: média de dias de desvio entre os que romperam o SLA. Conversão: pedidos não OTIF entre os que romperam ÷ rupturas. Recuperação: pedidos que romperam, mas atingiram um marco posterior explicitamente definido.

As regras de SLA e priorização são convenções deste caso. Associação entre ruptura e falha final orienta a investigação, mas não demonstra causalidade sozinha. Datas, evidências de processo e motivos por pedido completam a análise.

Diagnóstico · Dados fictícios

Como saber se o atraso começa
dentro da fábrica ou no transporte?

Compare, por pedido atrasado, a saída real com o limite de expedição. No cenário fictício, o diagnóstico combinou mapeamento do fluxo de valor, marcos de prazo e perfil de carga. O escopo cobriu aprovação do pedido, confirmação de disponibilidade, roteirização, carregamento e entrega, além da lógica de contratação do frete.

O redesenho detalhado da malha e a avaliação de investimentos ficaram como desdobramentos. A primeira entrega do trabalho foi uma linha de base comum, com regras de medição explícitas.

Base fictícia: 32.000 pedidos encerrados em 12 meses
Indicador da base fictíciaPedidos% da base
No prazo e completos: OTIF24.96078,0%
No prazo: On Time25.28079,0%
Completos: In Full31.61698,8%
Fora do prazo6.72021,0%
Não OTIF: atraso e/ou incompletude7.04022,0%

O prazo concentrava a maior perda. Dos 384 pedidos incompletos, 64 também estavam atrasados e 320 chegaram no prazo. Assim, 6.720 atrasados + 320 incompletos no prazo = 7.040 falhas de OTIF, sem dupla contagem.

Completude alta não descarta falta de produto. Um pedido pode aguardar reposição e ser entregue completo, porém atrasado. Por isso, a investigação de estoques continuou relevante mesmo com In Full de 98,8%.

Onde o atraso já estava presente?

Saída fora do prazo

Os 4.032 pedidos já haviam ultrapassado o limite de expedição. Parte deles também poderia ter sofrido desvios no transporte.

Saída no prazo

Os 2.688 pedidos restantes perderam o prazo na etapa externa. Essa frente exigia uma investigação própria.

Dados fictícios. Classificação exclusiva dos 6.720 pedidos atrasados. O momento da saída localiza o desvio, mas não prova sozinho sua causa raiz. A data prometida, o limite de expedição e a entrega devem ser reconciliados por pedido.

Priorização · Dados fictícios

Como priorizar os gargalos
que prejudicam o OTIF?

Combine volume de rupturas e gravidade dos desvios, verificando a relação com a falha final. Neste caso fictício, os SLAs foram definidos por ponto de controle. Disponibilidade de produto e contratação de transporte eram acompanhadas em paralelo, convergindo para a mesma expedição.

AprovaçãoPedido liberado até o marco de entrada.
Planejamento em paraleloProduto disponível
+
Rota e veículo confirmados.
ExpediçãoCarregamento concluído até o limite interno.
EntregaPrazo e quantidade verificados no cliente.

Para cada ponto, a análise considerou frequência de ruptura, gravidade do desvio, proporção que terminou em falha de OTIF e recuperação até um marco posterior definido. Os tempos dos pontos paralelos não foram somados como uma fila sequencial.

Ranking de criticidade com dados fictícios

Índice = volume de rupturas × desvio médio em dias em relação ao prazo do próprio ponto de controle. Dados fictícios de um único recorte de 12 meses; índice proposto neste exercício, não um padrão universal.

Dados fictícios: rupturas e desvios por ponto de controle
Ponto de controleRupturasDesvio médioÍndice¹
Planejamento com reprogramação2.4004,2 dias10.080
Roteirização e contratação4.8001,7 dia8.160
Trânsito externo3.0002,1 dias6.300
Aprovação comercial1.6001,1 dia1.760
Carregamento1.8000,8 dia1.440
Planejamento sem reprogramação8000,9 dia720

A roteirização apresentava o dobro das rupturas do planejamento com reprogramação. Mesmo assim, o índice do planejamento era 23,5% maior, devido à duração dos desvios. Essa diferença colocou a estabilidade da programação no início da agenda.

O ranking orientou a seleção das frentes. Custo, viabilidade, dependências e capacidade da equipe completaram a decisão de sequência; correções simples poderiam avançar em paralelo.

¹ Dados fictícios. Unidade: dias-pedido de desvio no ponto de controle. Um pedido pode aparecer em vários pontos; não se devem somar as linhas para calcular pedidos únicos ou dias de atraso final. O índice não mede contribuição causal isolada. As rupturas de trânsito incluem pedidos que também saíram atrasados.

Causas · Cenário fictício

Quais causas de atraso
o diagnóstico deve investigar?

Planejamento e estoque

Produto completo, mas disponível tarde

A programação reagia às urgências de vendas. Em um recorte fictício de 24 itens de maior giro, 4 estavam abaixo do nível mínimo, enquanto 6 superavam o máximo definido por item.

A coexistência de falta e excesso motivou a revisão da reposição e do mix. Uma fotografia de estoque sinaliza um problema; sua frequência e relação com os atrasos precisam de série histórica.

Formação de cargas

O pedido esperava o caminhão fechar

No cenário fictício, das 4.800 rupturas na roteirização, 50% estavam associadas à espera por consolidação, 30% à indisponibilidade de veículos e 20% à falta de programação antecipada.

A busca por ocupação do veículo competia com o prazo. Clientes recorrentes eram tratados como demandas avulsas, reduzindo a previsibilidade das rotas.

Aprovação e expedição

Filas administrativas e físicas

No cenário, 12.800 pedidos passavam por aprovação manual, com espera média de 5 horas. A análise separou exceções comerciais de bloqueios legítimos de crédito.

Na expedição, pesagem, separação e chegada de veículos disputavam a mesma janela. A espera no pátio exigia coordenação entre agenda e capacidade disponível.

Transporte e promessa

Cargas diferentes, prazos diferentes

Em uma região fictícia, 75% das cargas completas eram entregues em até 2 dias após a saída, contra 4 dias nas fracionadas.

A diferença indicava a necessidade de segmentar a análise. A consolidação, as paradas e as janelas de recebimento influenciavam o prazo de forma distinta.

Frete e serviço precisavam entrar na mesma decisão

O uso de veículos de retorno podia reduzir o valor contratado, mas a disponibilidade variável aumentava a espera. O caso propôs comparar custo por entrega, prazo, ocupação e reentregas nas mesmas rotas. Uma tarifa menor, isoladamente, não comprova menor custo total nem explica a causa do atraso.

Os números e mecanismos desta página compõem o cenário fictício. Não são medições da empresa que originou a inspiração. A comparação de prazos de transporte parte da saída do veículo; ela não representa o prazo total desde a entrada do pedido.

Plano de ação · Proposta ilustrativa

Quais ações podem melhorar
a confiabilidade das entregas?

Reposição por consumo, rotas programadas, revisão de aprovações e agendamento de expedição compõem o plano proposto deste caso fictício, com indicadores por frente. A implantação começaria por pilotos, antes de ampliar políticas ou aprovar investimentos.

Plano proposto: ações ainda não implantadas
Frente / responsávelAção propostaComo acompanhar
1. Planejamento
Planejamento e controle da produção (PCP)
Testar reposição por consumo, com supermercados de produção (estoques reguladores) para itens elegíveis. Definir mínimo, máximo e ações ao atingir os limites, considerando demanda, reposição, capacidade e validade.Reprogramações por falta; desvio de prazo; dias abaixo e acima dos limites.
2. Rotas recorrentes
Logística e comercial
Pilotar rotas fixas e pré-agendadas para clientes recorrentes, com calendário de pedidos e entregas. Comparar com rotas semelhantes do modelo atual.Espera por consolidação; pontualidade; custo por entrega e ocupação.
3. Serviço externo
Transportes
Segmentar prazo por região e perfil de carga. Avaliar transportadores e janelas de recebimento; submeter eventual revisão da promessa à liderança comercial.Prazo mediano e percentil 90; SLA de trânsito e OTIF por segmento.
4. Aprovações
Comercial e financeiro
Revisar alçadas e automatizar pedidos dentro da política aprovada. Manter os controles de crédito e tratar suas causas separadamente.Taxa de liberação automática; espera por motivo; exceções vencidas.
5. Expedição
Operações logísticas
Testar agendamento e fila virtual, sincronizados com produto, equipe e docas. Avaliar capacidade física adicional após medir o efeito do piloto.Permanência no pátio; saída no prazo; utilização por faixa horária.

Sequência ilustrativa de 12 semanas

01 a 03
Consolidar a base e desenhar os pilotos

Conciliar pedidos e datas, validar motivos de atraso, selecionar itens e rotas e pactuar responsáveis.

04 a 08
Executar em escala limitada

Testar reposição, rotas programadas e agenda de expedição. Acompanhar desvios em uma rotina semanal entre as áreas.

09 a 12
Avaliar e decidir a expansão

Comparar serviço e custo com a linha de base, controlando diferenças de volume e mix. Ajustar os padrões antes de ampliar.

Cronograma proposto, sem execução pressuposta. Expansão da estrutura logística e novos equipamentos dependem de estudo específico de viabilidade.

Potencial · Simulação fictícia

Qual seria o efeito de recuperar
pedidos que falharam no OTIF?

Na simulação fictícia, recuperar 1.760 pedidos elevaria o OTIF de 78,0% para 83,5%, mantendo a base de 32.000 pedidos e sem novas falhas. O efeito é aritmético, não um ganho comprovado.

Não há um “depois” medido neste caso. A simulação abaixo ilustra uma recuperação de pedidos. Não é previsão, meta contratada ou resultado alcançado.

Simulação: recuperar 1.760 pedidos únicos

Simulação fictícia: recuperação de pedidos sem sobreposição
Hipótese de recuperaçãoPedidos
Atrasados com saída tardia passam a ser entregues no prazo e completos1.000
Atrasados com saída pontual passam a ser entregues no prazo e completos600
Incompletos que já chegaram no prazo passam a atender também o volume160
Total, sem sobreposição entre grupos1.760
78,0%OTIF da linha de base
24.960 / 32.000
83,5%OTIF na simulação
26.720 / 32.000
+5,5 p.p.variação ilustrativa
sem novas falhas

Sem novas falhas e mantendo a base, o Não OTIF cairia de 7.040 para 5.280 pedidos: redução de 25%. A viabilidade dessa recuperação depende da implantação e medição dos pilotos.

Melhoria de serviço exige uma régua estável

Preservar a data originalmente prometida e registrar alterações negociadas com motivo e histórico. Renegociações e bloqueios de crédito devem ser identificados à parte. Mudar a data no sistema, por si só, não representa uma entrega melhor.

Confiabilidade na entrega começa na forma como o pedido é aprovado, planejado e preparado para sair.

O aprendizado é integrar estoque, produção, carga e frete, priorizando a gravidade dos desvios, sua relação com a falha final e a viabilidade de correção.

Nota editorial: estudo de caso demonstrativo, anônimo e inteiramente fictício em seus números. Recomendações e simulação de potencial não devem ser apresentadas como resultados reais de uma organização.

Perguntas frequentes · Limites do caso

Dúvidas sobre OTIF
e eficiência logística

OTIF alto significa que o processo interno está estável?

Não necessariamente. Um pedido pode romper um prazo interno e ainda chegar no prazo porque uma etapa posterior recuperou o desvio. Acompanhe o cumprimento de cada ponto de controle, além do OTIF na entrega.

In Full alto elimina a necessidade de investigar estoque?

Não. O pedido pode esperar reposição e chegar completo, mas atrasado. Investigue a disponibilidade na data necessária, as reprogramações e os dias abaixo do nível mínimo por item, além da quantidade finalmente entregue.

Por que não priorizar apenas a etapa com mais falhas?

A frequência não mostra a duração dos desvios. Neste caso fictício, o planejamento teve 2.400 rupturas de 4,2 dias, enquanto a roteirização teve 4.800 de 1,7 dia. O índice favoreceu investigar primeiro o planejamento; custo e viabilidade completam a decisão.

Rotas fixas podem resolver atrasos na carga fracionada?

Podem reduzir a dependência de consolidação reativa quando há demanda recorrente compatível. Teste um grupo de clientes e acompanhe pontualidade, ocupação e custo por entrega antes de expandir. Não há garantia de ganho para toda rota.

O ganho de 5,5 pontos percentuais de OTIF foi realizado?

Não. É uma simulação fictícia: 24.960 pedidos OTIF mais 1.760 recuperados, divididos por 32.000, resultam em 83,5%, contra 78,0% iniciais. Não representa resultado real, previsão ou benchmark do setor.

O que pode ser transferido para outra operação?

O método: reconciliar pedidos, separar prazo e quantidade, localizar desvios e testar contramedidas. Os valores fictícios deste caso não representam uma empresa, uma meta recomendada ou a média da indústria de alimentos.

Referências metodológicas

Os conceitos abaixo apoiam o método; não validam os números ou os resultados simulados. Referências consultadas em 9 de setembro de 2026.

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